Pessoas queridas…

Mais uma viajante mandou uma de suas histórias de viagem ao blog.
Hoje foi a vez da querida amiga e leitora BETH MUNIZ, que retratou uma experiência pessoal em um novo ponto turístico do Rio de Janeiro (passeio pelo Teleférico do Complexo do Alemão), publicou em seu blog e mandou para mim para que fosse compartilhado com vocês…
Bora viajar com ela…
Por Beth Muniz:
Com Bonsucesso visitei a Baiana e em seguida lhe dei um Adeus. O Alemão me convidou a conhecer o Itararé e depois me levou ao Palmeiras.
Entendeu?
É coisa de primeiro mundo, bem longe do mar de Copacabana, bom, bonito e barato, mas nem por isso menos importante.
Nenhuma pichação nas paredes, nenhum papel pelo chão, nada de ameaças à integridade física dos moradores e/ou turistas, e zero de atitude de desrespeito por parte dos funcionários do sistema. Os são banheiros são mais limpos que os de muitas estações do Metrô da Zona Sul.

 

Durante as subidas esbarrei com turistas da Alemanha, Japão, Estados Unidos, Argentina, São Paulo e Curitiba.

 

Conversei com os nativos e colhi as suas impressões. Todos felizes e sentindo-se como verdadeiros cidadãos que trabalham, pagam os seus impostos e colhem os frutos do investimento que fizeram durante toda a vida de trabalho, mas que só agora conseguem perceber o retorno. Um deles me falou: “Claro que nem tudo são flores. Mas, na boa… hoje, há mais flores que espinhos”! E depois, a meu pedido, me orientou na localização visual das comunidade.

 

Seis estações (Bonsucesso, Baiana, Adeus, Alemão, Itararé e Palmeiras) distribuídas ao longo dos 3,5 quilômetros percorridos pelo teleférico do Complexo do Alemão, zona norte do Rio de Janeiro.

 

 

A Política de Pacificação
Inauguradas em julho de 2011, completa este mês um ano de feliz convivência com a cidade. As edificações foram projetadas pelo arquiteto Jorge Mario Jáuregui e tiveram como inspiração a iniciativa semelhante à adotada em Medellín, na Colômbia.

 

Parte integrante da Política de Pacificação das Comunidades, junto com a sua concepção e implantação trouxe no pacote, a iluminação pública, a pavimentação das ruas, a coleta seletiva do lixo, novas escolas, postos de saúde, cinemas, espaços para exposição e espaços coletivos para a prática de lazer e esportes.

 

Onde ontem havia o domínio do tráfico, hoje, do alto, dá para observar crianças brincando pelas ruas e vielas, meninos empinando pipas e a polícia militar executando o seu trabalho. Em cada estação existe ou está sendo implantada uma UPP.

 

– Como chegar

 

De qualquer estação do Metrô, siga na direção à da Estação Central do Brasil (Centro). Lá, pegue um trem do ramal da Central (Mangueira, Maracanã, Bonsucesso, Mágno, etc). Desça na Estação Bonsucesso (não precisa sair da estação) e suba até a parte em que fica o acesso aos teleféricos.

 

-Custo

 

Se for direto sem descer nas estações, o custo total é de R$ 2,00 (ida e volta). Se resolver descer, acrescente R$ 1,00 por cada parada (os moradores cadastrados no sistema pagam um valor diferenciado por conta do bilhete único).

 

Como gosto de sentir as coisas ao vivo e as cores, depois de participar da Rio+20, fui lá conferir, até para entender melhor o processo de pacificação, e me preparar para fazer a defesa da conquista de várias comunidades, que durante anos a fio, foram estigmatizadas pela mídia conservadora e a classe média carioca, apenas como marginais faveladas.

 

 

Então, gostou da dica?
Quando vier à Cidade Maravilhosa, não deixe de conhecer.
Autora: Beth Munizhttp://blogdabethmuniz.blogspot.com.br

Se você quiser fazer como a Beth, enviar a história da sua viagem ao blog clique aqui.

Beth, adorei a dica. Certamente quando estiver novamente nesta cidade INCRÍVEL, farei este passeio.
E vocês? Gostaram da dica da Beth? Já percorreram por esse trajeto na cidade maravilhosa? Contem para nós ok?

 

 

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